Blog | Indicadores da Manutenção Industrial: qual a importância e como calcular?

29 de abril de 2020

Em uma publicação recente, falamos sobre os Indicadores de Manutenção Industrial em caráter introdutório. Nosso artigo teve o intuito de apresentar esses indicadores e sua importância para a Gestão da Manutenção Industrial, tão fundamental a tantas empresas. Na publicação de hoje, seguiremos no mesmo assunto, mas explicando um pouco melhor sobre como aplicar e calcular esses indicadores. Mas não se preocupe, revisaremos, brevemente, o conceito dos indicadores, caso você tenha começado a nos acompanhar a partir de agora.

A Manutenção Industrial de sucesso é um fator essencial à entrega de operações realizadas com qualidade, e que forneçam as condições necessárias de produção ao menor custo possível. Por essa razão, as empresas definem indicadores de qualidade, para medir a efetivação do desempenho atual e prever o desempenho futuro, podendo basear essa prospecção a partir da coleta de dados obtidos com os indicadores. A partir das métricas, é possível desenhar um mapa que contemple metas de negócios e fatores de interrupção, ambos ao mesmo tempo. Para esclarecer, retomaremos o tópico:

O que são os Indicadores de Desempenho?

Um conjunto de dados relevantes que serão utilizados para diagnosticar o desempenho do setor de manutenção. Existem vários deles, e cada um serve para um tipo de informação estratégica, por isso é interessante que eles sejam aplicados corretamente. E, por favor, não confunda indicadores com metas! Eles têm uma relação direta de suporte, mas não significam a mesma coisa. O indicador funciona como uma métrica, ou seja, estatísticas gerais e medidas de desempenho, como uma forma de mensuração mesmo. Através dos indicadores de manutenção você irá compreender o que o setor de manutenção anda fazendo, quais os efeitos e o potencial de aprimoramento. Eles também são conhecidos como KPIs, sigla que vem do inglês “Key Performance Indicators”, e significa, de forma literal, “Indicadores-chave de Desempenho”

Os indicadores atuam de forma adaptável às metas desejadas. Podem funcionar melhor para evidenciar o efeito da manutenção, mas também podem estar ligados aos fatores de funcionalidade (confiabilidade e disponibilidade). Para muitos empreendimentos, o método de definição mais utilizado encontra-se nos Objetivos SMART, que não são uma tradução direta para “Inteligente”, e sim um acrônimo para Specific, Measurable, Attainable, Realistic, Timely, ou Específico, Mensurável, Atingível, Realista e Em Tempo.

Na publicação anterior, falamos sobre a importância de alguns dos indicadores, como MTBF, MTTR, Backlog e outros. Hoje, traremos as fórmulas utilizadas para calcular esses indicadores. Aplicá-los de forma correta é fundamental para que os resultados sejam fieis. Acompanhe:

Calculando o Tempo Médio Entre Falhas, ou MTBF

Consiste, basicamente, em medir o tempo médio entre uma falha e outra. A forma mais eficiente de administrá-lo é aplicando-o a cada equipamento. Através dele, pode-se enxergar de forma panorâmica a administração da manutenção.consiste, basicamente, em medir o tempo médio entre uma falha e outra. 

Vejamos a fórmula: MTBF = Somatório das horas de trabalho em bom funcionamento / Número de paradas para manutenção corretiva.

Por exemplo, se durante um mês o equipamento operou por todas as semanas, com durações diferentes, se soma as horas de operação de todas as semanas e se divide pelo número de interrupções. Digamos que ocorreram cinco interrupções no mês. Quanto à operação, na primeira semana e na segunda, 20 horas, nas últimas duas, 10 e 5, logo: MTBF = 20 + 20 + 10 + 5 / 5.

MTTR, ou Tempo Médio para Reparo

Como ele mesmo se expressa, esse KPI serve para calcular o tempo médio que a equipe leva para reparar determinado equipamento, ou seja, está ligado diretamente à mantenabilidade do equipamento. Ele resulta da capacidade de reparo do componente e do tempo de devolução desse componente à operação. É o tipo de indicador que devemos trabalhar para mantê-lo sempre baixo nos resultados. Envolve notificação, diagnóstico e tempo gasto na reparação.

O relógio MTTR começa a funcionar quando os reparos são iniciados e continua até que as operações sejam restauradas. Lembrando: o objetivo é SEMPRE reduzir, o máximo possível, o MTTR. 

Para calcular o MTTR, você divide o período de inatividade pelo número total de reparos.

MTTR = (SOMA dos períodos de inatividade / número total de reparos) 

Disponibilidade

Esse indicador vem de availability, e revela qual o percentual da aplicação de cada manutenção desenvolvida. É o cálculo de distribuição de atividades por tipo de manutenção. O cálculo da disponibilidade dos ativos é uma tarefa crucial para que o setor de de manutenção possa traçar as estratégias corretas ao definir os equipamentos com prioridade dentro do ambiente industrial.

A fórmula para calcular esse indicador é: A = MTBF / (MTBF + MTTR) x 100. 

Cumprimento da Manutenção Preditiva

O MPd verifica a realização do que é planejado para a manutenção preditiva, de forma bem objetiva. É ele que estabelece a relação entre as manutenções preditiva e preventiva. Para calcular, utilize a fórmula: 

MPd = tarefas realizadas do plano de manutenção preditiva / ações programadas do plano de manutenção preventiva * 100.

CMF, o Custo de Manutenção sobre Faturamento

Os indicadores de manutenção associados ao custo chamam a atenção da gerência, justamente por mexerem, por natureza, com a parte financeira. No CMF, temos uma forma de visualizar o desempenho da manutenção na gestão financeira. O cálculo se traduz como diz o nome, o custo sobre faturamento.

Exemplo:

Uma determinada indústria farmacêutica teve um gasto total de R$1,5 milhões com manutenção no último ano. Esse número engloba todas as despesas com manutenções preventivas, corretivas, preditivas, peças, materiais, serviços e mão de obra. 

No mesmo período, a empresa teve um faturamento bruto de R$30 milhões. Logo, o CMF é de 5%.

Confira a fórmula:  CMF = Custo Total de Manutenção / Faturamento Bruto * 100.

CPRM, o KPI de Custo/ERV

Esse indicador analisa o custo de manutenção empregado em cada um dos ativos, e analisa a viabilidade de manter o ativo ou substitui-lo por um novo. A sigla ERV significa "Valor Estimado de Troca", português para "Estimated Replace Value". A fórmula se desdobra em:

CPMR = Custo Total de Manutenção / Valor de Compra do Equipamento.

Esse assunto é um pouco denso, certo? Mas refazendo a leitura e procurando exercitar as fórmulas, tudo se torna mais fluido de forma orgânica. Porém, se não pretende quebrar a cabeça tentando aplicar todas essas fórmulas na tentativa de compreender o desempenho da sua Gestão de Manutenção, você pode sempre contar com a Renaux Service para uma parceria.

Siga acompanhando o blog da Renaux para mais conteúdo como esse. Nós atualizamos o portal durante toda a semana, sempre com assuntos relacionados à Gestão de Serviços. Ah, e não esqueça de conferir a nossa publicação anterior, ‘Manutenção Industrial: você sabe aplicar os Indicadores de Desempenho?’ (é só clicar).

Agradecemos a atenção até aqui. Até o próximo post! ;)

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