Blog | Manutenção Industrial: você sabe aplicar os indicadores de desempenho?

17 de abril de 2020

Para qualquer setor de manutenção é fundamental o acompanhamento dos Indicadores de Manutenção. O principal objetivo da manutenção industrial é garantir o funcionamento pleno da produção, com desempenho otimizado dos recursos e melhor processo produtivo de forma geral. Para isso, são utilizados os indicadores, também conhecidos como KPIs, sigla que vem do inglês “Key Performance Indicators”, e significa, de forma literal, “Indicadores-chave de Desempenho”. É impossível gerenciar um setor de manutenção sem a aplicação dos indicadores adequados. Com os dados oferecidos pelos indicadores, o gestor e as equipes alinham-se melhor à realidade do setor, e podem desenvolver melhores estratégias. 

A manutenção é feita através da aplicação e gestão dos indicadores de manutenção, que servem como base para a tomada de decisões e planejamento estratégico. Sem os indicadores, a chance de se perder tempo e recursos é dobrada, pois a percepção natural de falhas e necessidade de reformulações é mais lenta de forma orgânica.

Entenda melhor: o que são os Indicadores de Desempenho?

Eles são uma série de dados relevantes que serão utilizados para diagnosticar o desempenho do setor de manutenção. Existem vários deles, e cada um serve para um tipo de informação estratégica, por isso é interessante que eles sejam aplicados corretamente. E, por favor, não confunda indicadores com metas! Eles têm uma relação direta de suporte, mas não significam a mesma coisa. O indicador funciona como uma métrica, ou seja, estatísticas gerais e medidas de desempenho, como uma forma de mensuração mesmo. Através dos indicadores de manutenção você irá compreender o que o setor de manutenção anda fazendo, quais os efeitos e o potencial de aprimoramento.

Justamente por atuarem de acordo com as suas metas, os indicadores funcionam de formas diferentes para cada interesse. Eles podem atuar mais para evidenciar o efeito da manutenção, mas também podem estar diretamente ligados à confiabilidade e disponibilidade (ambos indicadores) dos ativos. Em muitos dos empreendimentos, o método de definição mais utilizado encontra-se nos Objetivos SMART, muitíssimo forte no marketing. Ao contrário de como soa a primeira vista, SMART é um acrônimo, e não um termo em inglês traduzido como “inteligente”. A sigla é composta da seguinte forma:

Specific (Específico);
Measurable (Mensurável);
Attainable (Atingível);
Bealistic (Realístico);
Timely (Em tempo).

A seguir, conheceremos alguns dos principais KPIs que se aplicam à manutenção industrial. 

1. MTBF

Esse é um dos indicadores mais importantes para o setor de manutenção. Do inglês “Mean Time Between Failures”, consiste, basicamente, em medir o tempo médio entre uma falha e outra. A forma mais eficiente de administrá-lo é aplicando-o a cada equipamento. Através dele, pode-se enxergar de forma panorâmica a administração da manutenção.

2. MTTR

Também do inglês, significa Tempo Médio Para Reparo (“Mean Time to Repair”), e soa bastante como o indicador anterior. Como ele mesmo se expressa, esse KPI serve para calcular o tempo médio que a equipe leva para reparar determinado equipamento, ou seja, está ligado diretamente à mantenabilidade do equipamento. Ele resulta da capacidade de reparo do componente e do tempo de devolução desse componente à operação. É o tipo de indicador que devemos trabalhar para mantê-lo sempre baixo nos resultados. Envolve notificação, diagnóstico e tempo gasto na reparação.

3. Disponibilidade

Esse indicador vem de availability, e revela qual o percentual da aplicação de cada manutenção desenvolvida. É o cálculo de distribuição de atividades por tipo de manutenção. O cálculo da disponibilidade dos ativos é uma tarefa crucial para que o setor de de manutenção possa traçar as estratégias corretas ao definir os equipamentos com prioridade dentro do ambiente industrial.

4. Confiabilidade

É o termo designado para a medida de desempenho de confiabilidade. Por ser um indicador, a confiabilidade desempenha papel de métrica, e não apenas um conceito redondo daquilo que é confiável. A confiabilidade é a capacidade um item desempenhar uma função requerida, sob condições específicas e durante um intervalo determinado de tempo. Essa definição é prescrita na NBR-5462, que define os termos relacionados à confiabilidade e mantenabilidade. Logo, devemos sempre associar a confiabilidade ao tempo (de funcionamento) e ao número de falhas de um componente, podendo assim chegar à estimativa de sua vida útil e sua confiabilidade.

5. Backlog

Esse é um indicador de tempo, utilizado da gestão da manutenção. Pode ser classificado como o indicador que mede o acúmulo de atividades pendentes de conclusão. Ou seja, prospecta o trabalho a seguir, calculando os recursos disponíveis e aplicando-os sobre o fator tempo. A palavra backlog, em tradução livre, do inglês, significa atraso, mas não necessariamente o backlog trabalhará sobre atividades atrasadas. Assim, o termo “pendentes” cai de forma mais adequada.

6. CMF

Custo de Manutenção sobre Faturamento. Os indicadores de manutenção associados ao custo chamam a atenção da gerência, justamente por mexerem, por natureza, com a parte financeira. No CMF, temos uma forma de visualizar o desempenho da manutenção na gestão financeira. Por isso, colocar o gasto total de manutenção sobre o faturamento funciona. Dá pra saber quanto do financeiro está sendo destinado a essas operações.

Também existem outros indicadores relacionados à produtividade, às aplicações diversas sobre custos e ao capital humano, porém, eles surgirão em um conteúdo futuro. A nível introdutório, saber dos indicadores acima já adiantará, e muito, a noção da sua administração sobre os níveis de desempenho e como compreendê-los. 

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Agradecemos a atenção até aqui. Até o próximo post! ;)

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