Blog | Tipos de embalagens em logística: primária, secundária ou terciária

10 de fevereiro de 2021

Você sabe como distinguir entre embalagem primária, secundária e terciária? A menos que você trabalhe na indústria de embalagens, provavelmente não tem certeza sobre as diferenças entre os vários níveis de embalagem, e isso é normal.

No entanto, se sua empresa embala produtos, é importante ser capaz de distinguir entre esses níveis de embalagem, pois cada nível é apropriado para diferentes tipos de produtos. Os vários níveis têm finalidades diferentes e nem todos se destinam aos mesmos usuários ou consumidores. Independentemente do tipo de embalagem envolvida, é importante encontrar o equilíbrio certo entre os vários níveis de embalagem para garantir que seus produtos sejam efetivamente preservados e protegidos.

Se possui dúvidas sobre logística, pode visitar outras publicações do nosso blog, como a que explica o que é uma cadeia de suprimentos, bem como introduz o conceito de Supply Chain 4.0. É uma leitura interessante para aqueles interessados em rotinas, tecnologia e automação!

A seguir está uma breve visão geral de todos os três tipos de embalagem, que juntos normalmente formam uma linha de embalagem completa. 

Embalagem primária

A embalagem primária é a embalagem em contato direto com o próprio produto e às vezes é chamada de unidade de consumo. O principal objetivo da embalagem primária é conter, proteger e / ou preservar o produto acabado, principalmente contra contaminação. Esta é a primeira camada que contém o produto acabado, como uma bolsa de plástico contendo cereal integral ou a caixa de papelão contendo a bolsa de cereal. Esse tipo de embalagem geralmente se destina ao usuário final ou consumidor. Além de facilitar o manuseio dos produtos pelos consumidores, torna os produtos mais atraentes e pode ser usado para fins de comunicação para transmitir informações impressas sobre os produtos aos consumidores.

Embalagem secundária

Esse tipo de embalagem é usado fora da embalagem primária para agrupar um certo número de produtos para criar uma unidade de manutenção de estoque, comumente referida como SKU. Facilita o manuseio de produtos menores, agrupando-os em um único pacote. Este tipo de embalagem também fornece proteção complementar para ajudar a manter a integridade da embalagem primária. Além disso, pode servir de contêiner para pequenas remessas, sendo muito útil no e-commerce. A embalagem secundária é frequentemente composta de vários componentes (caixa, enchimento, separadores, reforços, sacolas, papel, etc.). Ele também pode ser personalizado para tornar um produto facilmente identificável no ambiente do depósito. No caso dos cereais, por exemplo, a embalagem secundária seria a caixa de papelão ondulado contendo várias caixas individuais de cereais.

Como são utilizadas normalmente em operações logísticas destinadas ao atacado — ainda que a venda seja no varejo — têm papel fundamental na velocidade das operações. Isso porque caixas de difícil manuseio representam um problema, considerando até mesmo a dinâmica do mercado brasileiro, em que modais de transporte se sobrepõem.

Embalagem terciária

Muitas vezes também conhecido como embalagem a granel ou de trânsito, este tipo de embalagem é usado para agrupar maiores quantidades de SKUs para transportá-los do ponto A ao ponto B (por exemplo, da instalação de produção ao ponto de venda). Nessa etapa, os produtos são tratados como unidades de distribuição. Este tipo de embalagem facilita o transporte de cargas grandes e / ou pesadas com segurança e segurança. Além de ajudar na prevenção de danos, consequentemente facilita o manuseio, armazenamento e transporte de mercadorias. Um exemplo de embalagem terciária é um palete embalado com uma quantidade de caixas de papelão (embalagem secundária) para permitir o transporte eficiente do produto.

Fatores que determinam a escolha da embalagem

A escolha da melhor embalagem busca reduzir custos diretos (compra de materiais e gestão de resíduos) e indiretos (processo de packing, manuseio, armazenagem e perdas por avarias). Destacamos os principais aspectos que determinam a seleção dos diferentes tipos de embalagens:

As características do produto como, por exemplo, o estado em que se apresenta (líquido, sólido ou gasoso), peso e volume, fragilidade, estabilidade (se se deforma ou permanece rígido), se é perecível ou não, grau de perigo e valor do produto.

O processo de produção e embalagem determinará que tipo de embalagem primária e secundária pode ser usada. Também terá formatos diferentes dependendo se a embalagem e o acondicionamento são feitos manualmente ou automaticamente.

Manuseio no transporte e armazenagem: múltiplos aspectos devem ser considerados como a altura de empilhamento que deve suportar, o tempo de armazenamento, os diferentes meios de transporte utilizados pela empresa (podem gerar vibrações que afetam o produto), a quantidade de cargas e descargas que irá sofrer, sua relação com a logística reversa (por exemplo, determinada embalagem secundária é preparada para ser reaproveitada em devoluções de e-commerce), e a temperatura e umidade do ambiente em que o produto estará submetido durante as operações de armazenagem e transporte.

O impacto ambiental dos resíduos gerados pelas embalagens e as opções de reciclagem ou reaproveitamento.

Ponto de venda: é necessário considerar onde vai ser colocado no estabelecimento físico e que manuseio vai exigir. Por outro lado, se for um e-commerce, é aconselhável cuidar da experiência de desempacotar ou "unboxing", pois é o primeiro contato físico do cliente com a marca e o produto.

Legislação e regulamentos que regulam as características das embalagens como, por exemplo, normas técnicas (normas como ABNT ou ISO), normas internacionais de transporte (por exemplo, a Norma Internacional para Medidas Fitossanitárias nº 15 ou ISPM-15), legislação relacionada com a ambiente ou regulamentos que afetam o manuseio e marcação de mercadorias perigosas. (Fonte: Mecalux)

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