Blog | Entenda o que é a failure finding na manutenção

03 de outubro de 2020

Estamos acostumados a classificar a manutenção em três tipos principais - preventiva, corretiva e preditiva - mas a experiência nos diz que várias tarefas não se encaixam perfeitamente em nenhuma dessas categorias.

O failure finding, ou localização de falhas é um bom exemplo. Mas o que é isso sobre manutenção de detecção de falhas, afinal? Deve fazer parte do seu plano de manutenção? Caso sim, quando deve ser implementado? Falaremos sobre isso.

Manutenção focada na confiabilidade e descoberta de falhas

Freqüentemente, olhar para falhas é parte de uma estratégia de manutenção focada na confiabilidade. O objetivo desse tipo de manutenção é garantir que o equipamento esteja disponível o maior tempo possível. Mas o que acontece quando não podemos garantir que uma peça de equipamento seja confiável apenas por meio de inspeções de rotina? A resposta é procurar ativamente por falhas. Em outras palavras, descoberta de falhas.

O que são tarefas de localização de falhas?

Tarefas de localização de falhas são inspeções que fazemos em uma determinada peça do equipamento para descobrir defeitos ou falhas ocultas. Portanto, não se enquadram em um tipo específico de manutenção. Nesses casos, o objetivo não é manter um determinado ativo, mas testar se ele ainda funciona. Portanto, também podemos chamá-los de “verificações funcionais”.

É importante sublinhar este aspecto porque é isso que diferencia a detecção de falhas da manutenção preventiva e preditiva. Não estamos tentando prevenir ou prever um fracasso, estamos procurando por ele.

Por exemplo, um defeito em um gerador elétrico usado como reserva em um hospital ou hotel nunca será detectado durante o funcionamento normal do edifício. Se por acaso o gerador estiver quebrado e não tivermos procurado ativamente por falhas anteriormente, só descobriremos quando a luz falhar ... o que é tarde demais! O mesmo acontece com alarmes de incêndio ou detectores de fumaça, que só são ativados em circunstâncias específicas.

Resumindo, as tarefas de localização de falhas são necessárias para ter o máximo de confiabilidade dos mecanismos de segurança e backup. Aqui estão alguns dos sistemas que precisam desse tipo de triagem e teste regularmente:

— sistemas de alarme, como alarmes de incêndio, detectores de fumaça e detectores de movimento;

— sistemas e circuitos elétricos, para testar a capacidade de carga e corrente;

— sistemas de alívio, como válvulas de alívio de pressão ou válvulas de controle;

— sistemas de mitigação para minimizar o efeito de possíveis falhas, como extintores de incêndio;

— sistemas de backup, como geradores elétricos de backup ou sistemas secundários de aquecimento de água;

— sistemas de desligamento, componentes que acionam e desligam automaticamente o equipamento (por exemplo, quando ele superaquece) antes de danificar peças mais caras, como o motor;

— sistemas de proteção, como sistemas de proteção elétrica, inclusive contra descargas atmosféricas (pára-raios), terra ou sistemas anti-sísmicos.

Em que situações a detecção de falhas é recomendada?

Este tipo de manutenção é justificado sempre que uma falha não for evidente em circunstâncias normais ou não puder ser detectada por meio de tarefas de manutenção preventiva de rotina. Além disso, as verificações funcionais são justificadas quando:

— não há como prevenir o mau funcionamento (e portanto qualquer possibilidade de manutenção preventiva está excluída);

— podem ser realizados testes e rastreios sem que isso implique alterações no funcionamento normal do edifício;

— o risco de um mau funcionamento “oculto” em um determinado sistema é alto;

— a probabilidade de os testes causar um mau funcionamento grave é muito baixa;

— o custo das tarefas de localização de falhas é menor do que o custo da manutenção corretiva.

Aplicabilidade e eficácia da tarefa de detecção de falhas

Para que uma tarefa de detecção de falhas seja considerada eficaz, as seguintes considerações devem ser feitas:

— Não deve haver nenhuma tarefa de monitoramento de condição ou manutenção planejada aplicável ou econômica que pode detectar ou prevenir a falha;

— Deve ser tecnicamente viável para execução. A tarefa deve ser prática para realizar no necessário intervalo e não deve interromper um sistema de outra forma estável;

— Deve reduzir a probabilidade de falha (e, portanto, o risco) a um nível aceitável. As tarefas devem ser realizadas em um intervalo de modo que a probabilidade de múltiplas falhas permita um nível de risco aceitável a ser alcançado. Os critérios de aceitação de risco acordados devem ser determinados e registrados;

— Não deve aumentar o risco de uma falha múltipla (por exemplo, ao testar uma válvula de alívio, uma sobrepressão não deve ser criada sem a válvula de alívio em serviço);

— Deve garantir que os sistemas de proteção sejam testados em sua totalidade, e não individualmente componentes que compõem o sistema;

— Deve ser econômico. O custo de realizar uma tarefa durante um período de tempo deve ser menor do que o custo total das consequências da falha.

Como fazer a gestão de ativos adequadamente?

Para tratar da manutenção predial e gestão de ativos com responsabilidade, e ainda poder contar com especialistas que cuidam de todos os detalhes, do planejamento à execução, como é o caso da Renaux Service. Além de conteúdo especializado, temos atendimento disponível para sanar dúvidas acerca dos assuntos desta área e, é claro, lhe oferecer soluções eficientes.

Deseja que a sua empresa seja mais funcional e segura? Converse com um atendente da Renaux! Na nossa aba ‘Contato’ temos um breve formulário, e após preenchê-lo, um de nossos atendentes irá lhe retornar o mais breve possível. Basta preencher com nome, e-mail e telefone; é bem rapidinho.

Até a próxima publicação!

Mais em manutenção predial e gestão de ativos: ‘4 práticas para otimizar a Manutenção Predial

Voltar